Como um pen drive, nosso cérebro necessita de descarregar parte das informações que possui para que haja espaço para as novas sejam processadas. Antes eu descarregava em diários, mas como a vida é feita de mudanças, resolvi fazer meu descarregador eletrônico.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Futuro
O futuro é meu lobo mau 2.0. Quando eu era criança não suportava que sequer mencionassem o nome desse ser lendário. Pra mim todas as historinhas infatis eram lindas, mas era só começar a historinha da Chapeuzinho Vermelho ou d-Os Três Porquinhos pra eu tapar vigorosamente os ouvidos. Hoje eu não tenho mais medo do Lobo Mau (au-au rs.), mas tem algo que me assusta mais. O futuro. Bem, é verdade, o futuro não vai me comer ou coisa parecida, mas o medo do desconhecido é tão imenso pra mim. A pressão pra que tudo de normal que deve acontecer daqui pra frente (faculdade, trabalho, casamento, filhos, necessáriamente nessa ordem) aconteça é tão grande que parece que tudo isso depende já das minhas ações presentes. E depende mesmo. Só pra dar um exemplo simples, caso eu não estude hoje, (no sentido de presente, não o dia de hoje, o qual eu ainda não estudei diga-se de passagem) provavelmente amanhã (me referindo á futuro, rs.) será muito mais difícil ingressar numa boa faculdade. Todo dia algo me faz lembrar que eu estou com um pé na vida adulta. E isso dá um medo danado. Se eu não conseguir realizar meus sonhos, o que exatamente acontece? Será que o que eu tenho são sonhos ou apenas metas? E se são metas, é normal que alguém não tenha sonhos? Tou á um minuto encarando esse texto, mas parece que ele não vai ter uma conclusão. Se a conclusão não chegou á minha vida, ela não iria se materializar em palavras agora, certo? Quando eu souber as respostas pra todo esse monólogo eu volto pra te contar, beleza?
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